sábado, 15 de julho de 2017

Seja bem-vinda, mudança!

Mudança de casa, mudança de emprego, mudança de vida.... Seja qual for o tipo de mudança que estamos enfrentando ou iremos enfrentar (sim, o que é realmente certo na nossa vida é a mudança!), pode abalar nossas estruturas e  até nos deixar com um pé atrás. Será mesmo que devo? Não é melhor deixar tudo como está?

Mudanças são difíceis, tenho que concordar. Quando estava na oitava série, indo para o colegial (hoje ensino médio), quis mudar de colégio para um considerado mais forte, na época, onde eu tivesse mais chances de ser aprovada em uma faculdade pública. Eu e  minha mães fomos até o tal colégio, fiz entrevista, fiz a prova de admissão, fui aprovada, mas na hora "agá", desisti. Era muito apegada ao lugar onde estudava desde os seis anos de idade e onde colecionava vários amigos. Não é meu perfil resistir ao novo, mas alguma coisa naquela hora falou mais alto. E hoje eu posso dizer que foi o medo do desconhecido. Sair da minha zona de conforto não me cabia naquele momento.

Gosto de mudanças. Faz a gente sair do círculo vicioso e pensar fora da caixa ( para usar um termo atual). Revigora e dá novas perspectivas. Muitas ainda me assustam de verdade, mas eu prefiro enfrentá-las do que ficar na mesmice. Como disse Fernando Pessoa: "Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida."  Hoje,  novamente, me vejo diante de mais mudanças e desafios. Mudança de perspectivas, mudança de sonhos. Seja lá o que for, seja muito bem-vinda!

Mudança é vida. É isso o que importa.







terça-feira, 28 de junho de 2016


FOMO: você sofre disso?

Semana passada, aprendi uma palavra nova, ou melhor, um termo novo: Porforofobia.

Do inglês FOMO ou  "fear of  missing out" que significa "medo de ficar por fora".  Aprendi esse termo em uma aula de organização digital,  no qual discutíamos os prós e contras da tecnologia e do mundo virtual.

Porforofobia é portanto o medo de ficar para trás, perder as últimas postagens do Twitter e do Facebook, deixar de responder as mensagens de Whatsapp,  não curtir na hora a foto de viagem do amigo, perder a atualização do seu portal de notícias preferido, e por aí vai...

Uma pesquisa recente feita nos Estados Unidos pela MyLife.com  mostrou que 56% dos usuários de redes sociais sofrem dessa  "síndrome".

Isso nos mostra o quanto ficamos dependente da tecnologia e do quanto ela nos controla. Mas
você deve estar pensando:" Besteira! Eu defino a hora de acessar a  minha rede social, não fico preso a notificações." Será? Eu também pensava assim... Agora estou num processo de "desintoxição" do mundo virtual. E olha que eu nem era tão conectada assim!

 Comecei desativando  as notificações, sai de grupos do Whatsapp e do Facebook  - aqueles que te incluem sem perguntar -, reservei uma hora do dia para interagir nas redes sociais e  checar meu e-mail. Não é fácil no começo....  Mas já estou colhendo frutos positivos: estou mais produtiva, focada e menos ansiosa. Este post é prova disso. Há quanto tempo  não escrevia aqui! Não por falta de assunto, mas por falta de tempo. Ou melhor, de gerenciamento do tempo.


Beijos e até o próximo post!


sábado, 9 de maio de 2015

Dia da Mães: alegrias e tristezas

Ter os filhos ao lado no dias das mães é algo que não tem preço. Ainda mais quando se constata que o  trabalho duro deu resultado: são pessoas responsáveis, independentes, que gostam de estudar e sabem respeitar os outros. Não há orgulho maior. Essa é a parte feliz dos dias das mães.
A parte triste é não ter mais ao nosso lado, e não somente nesse dia, as duas pessoas que mais me
inspiraram nessa vida: minha mãe e minha avó materna. Minha avó paterna, que se chamava Laura, não tive a oportunidade de conhecer: morreu quando meu pai ainda era uma criança. Nem preciso dizer a lacuna enorme que deixou no coração de seus cinco filhos.
Minha avó Adoração, ou vó Dora, como a chamávamos, já se foi há mais de duas décadas. Minha mãe  Cleide  partiu há 15 anos. Ambas eram amorosas, fortes e corajosas, mas cada uma de seu jeitinho.
 Vó Dora era mais assertiva e  bem humorada. Era impossível não se apaixonar por ela. Era filha de imigrantes espanhóis, vindos da Andaluzia. Teve uma vida dura, cheia de privações, mas não perdeu a alegria e o otimismo. Era ela  que me animava nas horas de dúvidas e incertezas.
 Dona Cleide era meiga e doce, mas de uma firmeza impressionante. Bastava olhar para mim e meus irmãos para entendermos na hora o que ela queria dizer. Não era de gritar, bater, só de olhar.  Era filha única e extremamente apaixonada pela família.

Sinto uma falta incrível dessas duas pequenas grandes mulheres. Mas aceitei o fato de que a missão delas nesse mundo tinha acabado. O que vale , de verdade, é o legado de amor e coragem que  deixaram para nós.

Feliz Dia das Mães!
Minha mãe Cleide, quando jovem.



domingo, 14 de dezembro de 2014

O mundo não vai acabar!

  Todo final de ano é a mesma coisa. Arrumar a  casa para as festas, dar uma última passadinha no dentista,  fazer os exames que o médico pediu há mais de seis meses,  organizar a gaveta de documentos que virou um buraco  negro.... E a lista de coisas a fazer antes do Natal e do  Ano Novo não para por aí. Sem contar a correria desenfreada  para a  compra de  presentes e mimos  que um planejamento  básico teria evitado.

  Pois é... Parece que o mundo vai acabar no dia 25 ou 31 de dezembro. Mas não vai, pelo menos por enquanto. A impressão é  que temos que deixar tudo em ordem, limpo, organizado, em dia, para ficarmos mais leves e em paz para o que der e vier. Sem pendências. Como se quiséssemos "resetar" o ano que finda e iniciar outro,  novinho em folha, apagando tudo que aconteceu ou que deixou de acontecer. Um ano novo, uma nova vida, um novo tempo.

  Sabemos que isso é impossível. A menos que sejamos submetidos a um a lavagem cerebral ou a uma reprogramação mental para esquecer aquilo que fomos ou o que fizemos. A vida permanecerá  seguindo seu ritmo próprio, os compromissos e deveres continuarão a  nos cobrar uma posição e iremos novamente nos iludir com as resoluções de um novo ano.

  Acredito que devemos aproveitar os momentos finais de  2014 para refletirmos de fato sobre o que vivemos e realizamos. Nosso erros e acertos. Parece clichê, mas é a pura verdade. Ao invés de nos preocuparmos somente com coisas a fazer,  que nos preocupemos com o que realmente queremos ser

Boas Festas!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O pôr do Sol de cada dia

Um dos fenômenos naturais que mais me encantam é o pôr do Sol.

O que me atrai são os tons de vermelho-alaranjado que cobrem o horizonte nessa hora, em contraste com o resto de céu azul e as luzes das cidades que começam a acender.  Nesse momento, me sinto pequena, minúscula, diante da grandiosidade do fenônemo.  Independe de nossa vontade, de nossa crença, de nosso estado de espirito. Irá se repetir todos os dias invarialvemente, enquanto esse  mundo existir.

Quando adolescente, costumava ficar na janela de casa espreitando o pôr do sol.  Era o meu momento de silêncio, de interiorização, como que para me recompor da minha costumeira inquietação. Até hoje mantenho esse hábito quando preciso de um tempo a sós comigo mesma.





domingo, 25 de novembro de 2012

Natal

     A época do Natal sempre é fonte de alegrias e tristezas. Graças à Deus, tenho mais recordações felizes que tristes dessa data. Durante a minha infância, como a da maioria, o Natal sempre fora recheado de surpresas e presentes. Família reunida e mesa farta.
     Um em especial me marcou profundamente, quando tinha entre nove e dez anos de idade. Nesse ano, a TV transmitiu  um especial da Turma da Mônica, do Maurício de Souza, um curta de animação, que ía ao várias vezes ao dia. Eu, arteira de plantão, resolvi encenar a estória na véspera de Natal para os meus familiares. Convoquei meus irmãos mais novos para me ajudarem na empreitada. Durante dias, ensaiamos os trejeitos e as canções do filminho -  meu irmão caçula tinha perto de quatro anos de idade, pobrezinho!
     Na  dia 24, antes da ceia, improvisamos um cenário com os móveis da sala e apresentamos a "peça" para uma audiência muito especial: meus pais e avós maternos. Foi um sucesso total, claro. Com direito a assobios de meu avô e lágrimas de minha mãe. Infelizmente, não tenho fotos nem filmagens desse momento único e singelo de nossa infância. Mas basta chegar o Natal que a musiquinha não sai de minha cabeça: "Feliz Natal pra todos, feliz Natal!".