sábado, 9 de maio de 2015

Dia da Mães: alegrias e tristezas

Ter os filhos ao lado no dias das mães é algo que não tem preço. Ainda mais quando se constata que o  trabalho duro deu resultado: são pessoas responsáveis, independentes, que gostam de estudar e sabem respeitar os outros. Não há orgulho maior. Essa é a parte feliz dos dias das mães.
A parte triste é não ter mais ao nosso lado, e não somente nesse dia, as duas pessoas que mais me
inspiraram nessa vida: minha mãe e minha avó materna. Minha avó paterna, que se chamava Laura, não tive a oportunidade de conhecer: morreu quando meu pai ainda era uma criança. Nem preciso dizer a lacuna enorme que deixou no coração de seus cinco filhos.
Minha avó Adoração, ou vó Dora, como a chamávamos, já se foi há mais de duas décadas. Minha mãe  Cleide  partiu há 15 anos. Ambas eram amorosas, fortes e corajosas, mas cada uma de seu jeitinho.
 Vó Dora era mais assertiva e  bem humorada. Era impossível não se apaixonar por ela. Era filha de imigrantes espanhóis, vindos da Andaluzia. Teve uma vida dura, cheia de privações, mas não perdeu a alegria e o otimismo. Era ela  que me animava nas horas de dúvidas e incertezas.
 Dona Cleide era meiga e doce, mas de uma firmeza impressionante. Bastava olhar para mim e meus irmãos para entendermos na hora o que ela queria dizer. Não era de gritar, bater, só de olhar.  Era filha única e extremamente apaixonada pela família.

Sinto uma falta incrível dessas duas pequenas grandes mulheres. Mas aceitei o fato de que a missão delas nesse mundo tinha acabado. O que vale , de verdade, é o legado de amor e coragem que  deixaram para nós.

Feliz Dia das Mães!
Minha mãe Cleide, quando jovem.



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