domingo, 14 de dezembro de 2014

O mundo não vai acabar!

  Todo final de ano é a mesma coisa. Arrumar a  casa para as festas, dar uma última passadinha no dentista,  fazer os exames que o médico pediu há mais de seis meses,  organizar a gaveta de documentos que virou um buraco  negro.... E a lista de coisas a fazer antes do Natal e do  Ano Novo não para por aí. Sem contar a correria desenfreada  para a  compra de  presentes e mimos  que um planejamento  básico teria evitado.

  Pois é... Parece que o mundo vai acabar no dia 25 ou 31 de dezembro. Mas não vai, pelo menos por enquanto. A impressão é  que temos que deixar tudo em ordem, limpo, organizado, em dia, para ficarmos mais leves e em paz para o que der e vier. Sem pendências. Como se quiséssemos "resetar" o ano que finda e iniciar outro,  novinho em folha, apagando tudo que aconteceu ou que deixou de acontecer. Um ano novo, uma nova vida, um novo tempo.

  Sabemos que isso é impossível. A menos que sejamos submetidos a um a lavagem cerebral ou a uma reprogramação mental para esquecer aquilo que fomos ou o que fizemos. A vida permanecerá  seguindo seu ritmo próprio, os compromissos e deveres continuarão a  nos cobrar uma posição e iremos novamente nos iludir com as resoluções de um novo ano.

  Acredito que devemos aproveitar os momentos finais de  2014 para refletirmos de fato sobre o que vivemos e realizamos. Nosso erros e acertos. Parece clichê, mas é a pura verdade. Ao invés de nos preocuparmos somente com coisas a fazer,  que nos preocupemos com o que realmente queremos ser

Boas Festas!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O pôr do Sol de cada dia

Um dos fenômenos naturais que mais me encantam é o pôr do Sol.

O que me atrai são os tons de vermelho-alaranjado que cobrem o horizonte nessa hora, em contraste com o resto de céu azul e as luzes das cidades que começam a acender.  Nesse momento, me sinto pequena, minúscula, diante da grandiosidade do fenônemo.  Independe de nossa vontade, de nossa crença, de nosso estado de espirito. Irá se repetir todos os dias invarialvemente, enquanto esse  mundo existir.

Quando adolescente, costumava ficar na janela de casa espreitando o pôr do sol.  Era o meu momento de silêncio, de interiorização, como que para me recompor da minha costumeira inquietação. Até hoje mantenho esse hábito quando preciso de um tempo a sós comigo mesma.